Mercúrio na Veia

"TUDO NO MUNDO É FRÁGIL, TUDO PASSA..."FLORBELA ESPANCA
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lyghtmylife asked: Parabéns pelo belíssimo blogue. Nota mil :))

Obrigado! gostei muito do seu Tumblr; parabéns pelo trabalho!

Phalaenopsis 
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 Indo o triste pastor todo embebido
na sombra de seu doce pensamento,tais queixas espalhava ao leve ventocum brando suspirar da alma saído:«A quem me queixarei, cego, perdido,pois nas pedras não acho sentimento?Com quem falo? A quem digo meu tormentoque onde mais chamo, sou menos ouvido?Oh! bela Ninfa, porque não respondes?Porque o olhar-me tanto me encareces?Porque queres que sempre me querele?Eu quanto mais te vejo, mais te escondes!Quanto mais mal me vês, mais te endureces!Assi que co mal cresce a causa dele.»

Luís Vaz de Camões

“Estou me sentindo assim ultimamente; desamparado; mas são das aflições que emerge a mudança.” 


(Via MERCURIONAVEIA) 

Phalaenopsis 

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 Indo o triste pastor todo embebido

na sombra de seu doce pensamento,
tais queixas espalhava ao leve vento
cum brando suspirar da alma saído:

«A quem me queixarei, cego, perdido,
pois nas pedras não acho sentimento?
Com quem falo? A quem digo meu tormento
que onde mais chamo, sou menos ouvido?

Oh! bela Ninfa, porque não respondes?
Porque o olhar-me tanto me encareces?
Porque queres que sempre me querele?

Eu quanto mais te vejo, mais te escondes!
Quanto mais mal me vês, mais te endureces!
Assi que co mal cresce a causa dele.»

Luís Vaz de Camões


“Estou me sentindo assim ultimamente; desamparado; mas são das aflições que emerge a mudança.” 

(Via MERCURIONAVEIA)
 

A Lenda D’el Rei D. Sebastião

Fugiu de Alcácer Quibir

El Rei D. Sebastião
Perdeu-se num labirinto
Com seu cavalo real

As bruxas e adivinhos 
Nas altas serras beirãs
Juravam que nas manhãs
De cerrado de Nevoeiro
Vinha D. Sebastião

Pastoras e trovadores
Das regiões litorais
Afirmaram terem visto
Perdido entre os pinhais
El Rei D. Sebastião

Ciganos vindos de longe
Falcatos desconhecidos
Tentando iludir o povo
Afirmaram serem eles
El Rei D. Sebastião
E que voltava de novo

Todos foram desmentidos
Condenados às gales
Pois nas praias dos Algarves
Trazidos pelas marés
Encontraram o cavalo
Farrapos do seu gibão
Pedaços de nevoeiro
A espada e o coração
de El Rei D. Sebastião

Fugiu de Alcácer Quibir
El Rei Rei D. Sebastião
E uma lenda nasceu
Entre a bruma do passado
Chamam-lhe o desejado
Pois que nunca mais voltou
El Rei D. Sebastião
El Rei D. Sebastião

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José Cid

(Via MERCURIONAVEIA)